Brasil: Medo da violência limita uso das cidades

De acordo com pesquisa realizada pelo IBOPE contratada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), metade dos brasileiros considera péssima a situação da segurança pública no país e seis em cada dez consideram que ela piorou em relação a três anos atrás. Nos últimos doze meses, 40% das famílias tiveram alguma vítima de furto, assalto ou agressão e, no mesmo período, oito em cada dez brasileiros foram expostos a pelo menos uma situação que gera insegurança.

A falta de segurança levou sete em cada dez brasileiros a alterarem ao menos um hábito que limita o uso da cidade, como deixar de circular por alguns bairros/ruas da cidade, evitar sair à noite, entre outros. Três em cada quatro já tiveram alguma despesa com segurança, como contratação de seguro ou aquisição de itens de segurança.

Apesar de a maioria dos brasileiros (81%) acreditar que ações sociais são mais eficazes que ações repressivas para reduzir a violência, 85% citam pelo menos uma ação repressiva como uma das duas principais para melhorar a situação da segurança pública.

A maioria da população culpa a impunidade como uma das principais causas da alta criminalidade (82%), defende uma política de tolerância zero (83%), redução da maioridade penal (85%) e penas mais rigorosas (75%).

No entanto, a população é favorável a penas alternativas para crimes de menor potencial ofensivo (79%), o que pode significar que a demanda é por punição, mas com maior aderência das penas à gravidade dos crimes. A sociedade defende, ainda, ação mais incisiva do estado para garantir a segurança, como no apoio ao uso de câmeras de segurança nas ruas (93%), ao uso das forças armadas no combate à criminalidade (82%) e à unificação das polícias civil e militar (77%). No entanto, os brasileiros não apoiam a liberação do porte de armas (66%).

Para 86% dos brasileiros, o tráfico de drogas é a principal causa da violência, sendo que 64% concordam que o governo deve investir mais na recuperação de dependentes químicos do que no combate ao tráfico.

Além disso, a população apresenta grande apoio aos programas de recuperação, seja com internação involuntária, seja com oferta de trabalho, abrigo, e assistência médica e psicológica aos dependentes.

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